Por: Fernando
Cachorro pode comer amendoim, mas só alguns tipos e sempre em pouca quantidade. O grão simples, sem sal, torrado a seco ou cru, pode virar um agrado ocasional. Já o salgado, o temperado e o adoçado ficam longe do pote. Antes de decidir se pode dar amendoim para cachorro, vale conhecer cada versão.
As recomendações aqui partem do American Kennel Club (AKC), entidade de referência sobre cães nos Estados Unidos. Ao longo do texto, você confere os nutrientes do grão e o motivo de a gordura pedir atenção. Também mostramos o risco de engasgo com a casca e a porção indicada para cada agrado.
O ponto mais delicado, inclusive, é a pasta de amendoim. Algumas versões levam xilitol, um adoçante tóxico para cães. A tabela abaixo resume, tipo a tipo, o que pode ir ao pote e o que deve continuar no armário da cozinha.
Para conferir outros alimentos liberados e proibidos, veja o nosso guia completo sobre o que cão pode comer.
O que define a segurança é o tipo de amendoim e a quantidade servida. Segundo a AKC, o grão não é automaticamente seguro: só as versões simples, sem sal, torradas a seco ou cruas, entram na lista. Mesmo elas pedem moderação, afinal o amendoim é bastante gorduroso.
Na prática, o tutor precisa olhar três pontos antes de oferecer: o preparo, a presença de casca e o que foi somado ao grão. Sal, mel, açúcar e temperos mudam a resposta. Além disso, a saúde do pet pesa na decisão, sobretudo em cães com tendência a ganhar peso.
O amendoim reúne proteína, vitaminas e gorduras consideradas saudáveis. De acordo com a AKC, estes são os principais nutrientes que o grão leva ao pote quando chega na versão simples, sem sal e sem casca:
Ainda assim, o amendoim não é necessário na dieta do cão. Uma ração completa e balanceada já fornece esses nutrientes na medida certa para cada fase da vida. Por isso, o grão funciona como um agrado eventual, e não como suplemento ou reforço da alimentação.
Pode, desde que o grão seja simples e esteja sem sal. A AKC aponta o amendoim torrado a seco e o cru como as opções seguras. Portanto, quem quer saber se cachorro pode comer amendoim torrado deve procurar a versão sem óleo, sem tempero e sem nenhuma cobertura crocante.
O torrado vendido em saquinho no mercado, por outro lado, costuma vir salgado ou frito em óleo. Leia a embalagem antes de comprar. Na hora de servir, retire a casca, separe poucas unidades e ofereça um grão de cada vez, observando como o cão mastiga e engole.
O mais seguro é evitar as duas versões. O amendoim salgado tem mais sódio do que o cão precisa e pode fazer mal em grande quantidade. A boa notícia é que um ou dois grãos salgados pegos do chão provavelmente não vão causar problema.
Já quem pergunta se cachorro pode comer amendoim japonês encontra um risco somado. A casquinha crocante é feita de farinha e leva sal e temperos, uma combinação pesada para o organismo do pet. Dessa forma, o petisco de bar deve ficar só no prato da família, longe do focinho curioso.
Essas versões não devem ir ao pote. A AKC orienta não oferecer amendoim com mel ou com outros sabores adicionados. O doce e o caramelizado seguem a mesma lógica: o açúcar extra não traz nenhum benefício ao cão e ainda soma calorias desnecessárias à rotina dele.
A paçoca também fica de fora, já que leva açúcar na receita. Em festas juninas e outras datas comemorativas, vale redobrar a atenção, pois os doces costumam ficar ao alcance do pet. Guarde as embalagens no alto e avise as visitas para não dividir o petisco.
A casca muda bastante o risco, e o recomendado é retirá-la sempre. Esse material fibroso pode causar engasgo, principalmente em raças pequenas. Ou seja, mesmo o amendoim cru ou o torrado sem sal só deve chegar ao pote depois de descascado.
Não há motivo para oferecer a casca ao pet, já que o perigo supera qualquer vantagem. Se o cão roer algumas cascas por acidente, observe se ele tosse, engasga ou tem dificuldade para engolir. Diante de qualquer um desses sinais, procure o veterinário sem demora.
A relação está no excesso. O amendoim é rico em gordura e que o consumo frequente ou em grande quantidade pode causar desconforto digestivo e pancreatite. Trata-se de uma inflamação do pâncreas, órgão que participa diretamente da digestão dos alimentos.
Por esse motivo, o amendoim não combina com uma rotina de petiscos diários. Vômito, diarreia ou outro sinal de desconforto digestivo depois de o cão comer muitos grãos gordurosos merecem atenção. Nesses casos, leve o pet ao veterinário para uma avaliação o quanto antes.
Cães acima do peso merecem atenção especial, porque cada grão soma calorias e gordura à dieta. Pets de raças pequenas pedem, igualmente, porções menores: poucos amendoins pesam muito mais no total do dia de um animal de 5 kg do que no de um cão grande.
Cães que já tiveram pancreatite ou problemas digestivos precisam passar pelo veterinário antes de provar qualquer amendoim. Para quem tenta emagrecer o pet, a base certa é a melhor ração para cães obesos, e não petiscos gordurosos.
Pode, desde que a pasta não tenha xilitol, sal ou açúcar. A versão caseira é uma boa escolha, porque o tutor controla o óleo e o sódio e evita o xilitol, adoçante tóxico para cães. Existem ainda pastas feitas especialmente para pets, com ingredientes seguros.
Quem quer saber se pode dar pasta de amendoim para cachorro industrializada precisa ler o rótulo de cada embalagem, mesmo nas marcas conhecidas. Uma receita fácil é o petisco congelado de banana com pasta de amendoim, sempre em porção pequena.
O xilitol é um adoçante presente em alguns produtos sem açúcar e é tóxico para cães. Ele pode aparecer em certas pastas de amendoim, sobretudo nas que se apresentam como versões sem açúcar. Logo, antes de abrir o pote, confira a lista de ingredientes com calma:
Se o cão comer pasta com xilitol, não espere os sintomas aparecerem: procure o veterinário imediatamente e leve a embalagem junto. Ter o rótulo em mãos ajuda o profissional a avaliar o caso com rapidez. Em casa, guarde produtos sem açúcar fora do alcance do pet.
A porção certa é pequena: só alguns amendoins de cada vez, segundo a AKC, e não todos os dias. Vale também a regra geral de petiscos da entidade, que limita o total de agrados a 10% das calorias diárias do cão. Assim, os grãos dividem esse espaço com biscoitos, frutas e qualquer outro mimo do dia.
Sirva os grãos descascados e sem sal, um de cada vez, para evitar que o cão engula vários juntos. Com a pasta, uma camada fina dentro de um brinquedo recheável rende diversão por mais tempo. Em seguida, desconte essas calorias dos outros petiscos do dia.
Pode provar, mas em quantidade mínima, sem sal e sem casca. Como a porção do filhote é bem menor, um grão picado já basta. Converse antes com o veterinário e veja o que priorizar nos itens essenciais do filhote.
Não é o ideal. A AKC orienta que o amendoim não vire petisco diário, por causa da quantidade de gordura. Ofereça de vez em quando, poucas unidades por vez, e mantenha todos os agrados dentro de 10% das calorias do dia.
Observe o pet nas próximas horas. Vômito, diarreia ou outro sinal de desconforto digestivo pedem ida ao veterinário, pois o excesso de gordura pode causar pancreatite. Se havia xilitol na pasta, não espere: procure atendimento imediatamente.
Pode, com cautela: cozinhe o grão só em água, sem sal, e ofereça pouca quantidade. Quem pergunta se cachorro pode comer amendoim cozido de feira deve lembrar que ele costuma vir salgado. Prefira preparar em casa e retire a casca antes de servir.
Pode, começando com um único grão simples, sem sal e sem casca. Depois, observe o pet por algumas horas. Se surgir vômito, diarreia ou coceira, suspenda o amendoim e procure o veterinário, como vale para qualquer alimento novo.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com o médico-veterinário.
Fernando é apaixonado por animais desde a infância e transformou esse amor em conteúdo útil para tutores de pets. Com experiência no cuidado e bem-estar de cães e gatos, compartilha dicas sobre alimentação, adestramento, saúde e comportamento animal. Seu objetivo é ajudar os leitores a proporcionarem uma vida mais feliz e saudável para seus companheiros de quatro patas
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