Por: Fernando
Um cubinho de vez em quando cabe na rotina: o cachorro pode comer queijo, desde que a porção seja pequena e ocasional. Quem avalia se pode dar queijo para cachorro deve olhar primeiro para a gordura, a lactose e o sal de cada tipo vendido no Brasil.
O American Kennel Club (AKC), entidade americana de referência em cães, vê o queijo como um bom prêmio de treino. A mesma fonte faz alertas sobre intolerância, ganho de peso e pancreatite, pontos que analisamos um a um nas seções seguintes.
Nem todo queijo se comporta igual no pote. O minas frescal, o coalho, o parmesão e o famoso pão de queijo pedem cuidados diferentes. Por isso, a tabela abaixo resume cada opção, e os blocos seguintes explicam o motivo de cada recomendação.
Outros alimentos da casa também geram dúvida no dia a dia. Para consultar frutas, carnes e laticínios num só lugar, acesse o guia sobre o que cão pode comer.
Pode, desde que o cão tolere bem os laticínios e receba o alimento com moderação. O queijo pode entrar como petisco na rotina do cão. Vale lembrar que alguns animais são intolerantes e que até os que digerem bem não devem exagerar.
Na prática, o queijo é um agrado, e não um componente da dieta. Um cão que come ração completa não precisa dele para ter saúde. O que pesa na decisão é o tipo escolhido, o tamanho do pedaço, a frequência e o histórico do animal com gordura e lactose.
Pode, e esse é um dos melhores usos do queijo, sobretudo no treino de filhotes. Por ser fácil de dividir em pedacinhos, o queijo rende várias recompensas numa mesma sessão. Além disso, o queijo oferece nutrientes interessantes:
Para o treino render, corte o queijo em pedaços minúsculos e desconte esse volume da refeição. O guia de adestramento de filhotes mostra como usar o prêmio nas primeiras lições, e a lista de comandos para cachorro ajuda a escolher o que ensinar.
Na maioria dos casos, o efeito é pequeno, porque o queijo tem pouca lactose em comparação com o leite integral. Ainda assim, cães muito intolerantes podem reagir até a uma porção mínima. Nesses animais, o queijo pode trazer desconforto intestinal.
Nas primeiras ofertas, dê um pedaço pequeno e acompanhe o pet nas horas seguintes. Se surgir desconforto, suspenda o laticínio e converse com o veterinário. Os outros derivados seguem a mesma lógica; entenda o caso do leite no artigo sobre se cachorro pode tomar leite.
Tem tudo a ver, pois o queijo é um alimento rico em gordura. O excesso desse nutriente pode causar pancreatite, uma inflamação do pâncreas grave e potencialmente fatal. Ou seja, o risco não está em um cubinho isolado, e sim no exagero repetido.
Oferecer queijo com frequência e em grande volume também faz o cão ganhar peso, o que pode levar à obesidade. Outros petiscos gordurosos seguem a mesma regra, como mostra o texto sobre se cachorro pode comer amendoim. Para quem já teve pancreatite, só o veterinário libera.
Os mais frescos e leves costumam ser a escolha mais simples, enquanto os curados e salgados pedem cautela. As recomendações abaixo seguem uma linha prudente, pensada para proteger o estômago e o pâncreas do cão.
Quanto mais sal, gordura e ingredientes extras o queijo levar, menor deve ser a porção. Alguns tipos funcionam como prêmio pontual, enquanto outros ficam melhor fora do pote. Veja a seguir onde cada um se encaixa.
Pode, em pouca quantidade, e esse costuma ser o tipo mais simples de oferecer. O cachorro pode comer queijo minas frescal com mais tranquilidade que os curados, porque ele é fresco e mais leve. Mesmo assim, ele entra como petisco eventual, em cubinhos pequenos.
Prefira a versão sem temperos. O minas padrão e o meia cura passam por maturação e ficam mais intensos, então merecem porções ainda menores. No dia a dia, o cachorro pode comer queijo branco apenas em ocasiões especiais.
Pode, e a mussarela está entre as opções com menor teor de gordura. Por isso, o cachorro pode comer queijo mussarela como prêmio de treino, em lascas finas. A porção, no entanto, continua pequena.
O cottage é outra alternativa listada pela entidade, com menos gordura, sódio e lactose. Essa combinação pode reduzir o desconforto intestinal em cães sensíveis. Evite, porém, a mussarela de pizza, de lanche ou de restos de pratos prontos, que chega ao pote com molho e tempero.
Em pequena quantidade e raramente, sim, embora esse queijo costume ser mais salgado. Na prática, o cachorro pode comer queijo coalho só em pedaço mínimo, puro e sem nada por cima. Se puder escolher, troque-o por um tipo mais leve.
O maior perigo está no coalho de churrasco e de praia. No espeto, ele costuma receber manteiga, ervas ou temperos prontos, e alguns contêm alho ou cebola, ingredientes tóxicos para cães. Nesse cenário, o melhor é manter o pet longe da grelha.
Os dois ficam no grupo dos que pedem mais cautela. O prato costuma ser mais gorduroso, o que aumenta a carga sobre o organismo do cão. Uma fatia que escapa da mesa de vez em quando não é motivo de susto, mas o ideal é não usá-lo como prêmio frequente.
Já o parmesão é bem mais salgado, e o melhor caminho é evitar. Isso vale para o ralado de pacote e para pratos gratinados, como lasanhas e massas. Muitas receitas somam alho, cebola ou ervas ao queijo, o que torna o prato da família inadequado para o pet.
Não é uma boa ideia transformar o pão de queijo em agrado. A massa reúne queijo, gordura e sal, além de outros ingredientes, o que faz o salgado pesar mais que um cubinho de queijo puro. Um pedaço caído no chão raramente preocupa, contudo a oferta frequente deve ficar de fora.
O requeijão segue a mesma linha, já que é um produto industrializado e costuma levar outros componentes. Portanto, antes de pensar se pode dar pão de queijo para cachorro, lembre que ele e o requeijão ficam melhor no lanche da família do que no pote.
Na maior parte das vezes, um cubinho ou algumas lascas por oferta bastam, sem virar rotina diária. A AKC recomenda que os petiscos, somados, fiquem abaixo de 10% das calorias do dia. Faça essa conta sempre que o plano for oferecer queijo ao cão várias vezes por semana.
Cães obesos ou com histórico de sensibilidade alimentar devem passar pelo veterinário antes. Se o seu pet precisa emagrecer, comece pela base da dieta com a melhor ração para cães obesos. E mesmo quando o cachorro pode comer queijo minas sem reagir, alterne com petiscos próprios para cães.
Fique atento a qualquer desconforto intestinal ou mudança de comportamento nas horas seguintes. Como o excesso de gordura pode levar à pancreatite, procure o veterinário assim que algo diferente aparecer, sem esperar que passe sozinho.
Não há uma idade fixa para isso. O mais prudente é esperar o filhote estar bem adaptado à ração e pedir o aval do veterinário. Depois, comece com um pedaço mínimo e observe as fezes e o comportamento nos dias seguintes.
Envolva o comprimido em uma lasca pequena de mussarela e ofereça de uma vez. Esse é um dos usos mais práticos do queijo. Antes, confirme com o veterinário se o remédio pode ser dado junto com comida.
Pode ajudar cães sensíveis à lactose, pois essa versão reduz o açúcar do leite. A gordura, contudo, continua presente, junto com o risco de ganho de peso e pancreatite. Por isso, o zero lactose segue as mesmas regras de porção e frequência.
Ele está entre as opções com menos gordura, ao lado da mussarela e do cottage. Ofereça uma pequena porção do tipo fresco e sem ervas. Nas primeiras vezes, observe se surge algum desconforto intestinal.
As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a avaliação de um médico-veterinário.
Fernando é apaixonado por animais desde a infância e transformou esse amor em conteúdo útil para tutores de pets. Com experiência no cuidado e bem-estar de cães e gatos, compartilha dicas sobre alimentação, adestramento, saúde e comportamento animal. Seu objetivo é ajudar os leitores a proporcionarem uma vida mais feliz e saudável para seus companheiros de quatro patas
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